Offline
Menu
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/ea217fd82589dfde64dbbc7b57c61b30.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/27cb1a41653f9e857ebe441ac0b84a02.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/600b8f71a63deaf57474739169189008.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/65f4825cf5dca1581b91c764351af284.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/9b75a097aef54d804e291efec1f8971f.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/1515bbefa83c759e2e85999d27211859.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/2f4390e64288f19213735842008db8e2.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/961c1f369d1da81c06aba6ebd77dcc04.jpeg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/3ee6bf076fde6de4b1da719d6c3e9b23.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/ba89d01b673f482b23a74ab9d887c549.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/8a1a320f81d5069a08f1265f0911a3e9.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/4904f7503f07e49a01348edc350bb430.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/92ed9ac76ca130520d2548b8f4be22c5.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/40afb3bb9c7f83718b988000d58482ec.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/c0570952f87d628b41e6b195365e5c30.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/a2fd3fd812c68f2a53fa2961a222db78.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/4f6e11eee415852633615de7d09381a1.jpeg
Dinheiro de clientes do Master migrou para bancos maiores, informa BC
Segundo órgão, sistema continua sólido após liquidação do grupo
Agência Brasil - Por Wellton Máximo
Publicado em 26/05/2026 08:34
Economia
© Marcello Casal JrAgência Brasil

Os recursos ressarcidos a clientes do conglomerado Master foram destinados principalmente para bancos de maior porte após a liquidação extrajudicial das instituições do grupo, informou nesta segunda-feira (25) o Banco Central (BC).

A avaliação consta no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025, divulgado pela autoridade monetária.

Segundo o documento, o episódio não provocou efeitos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

“A liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no SFN”, destacou o relatório do BC.

Recursos migraram

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pagou R$ 37,7 bilhões a clientes do Master, Master BI e Letsbank de 19 de janeiro a 27 de fevereiro deste ano.

Desse total, R$ 20,77 bilhões, equivalente a 55,1%, foram destinados a títulos emitidos por instituições financeiras.

Outros R$ 1,47 bilhão foram aplicados em títulos privados, enquanto R$ 15,46 bilhões tiveram outras destinações.

Segundo o Banco Central, os maiores bancos do sistema financeiro concentraram a maior parte dos recursos devolvidos pelo FGC.

Instituições classificadas como S1, categoria que reúne bancos com ativos equivalentes a pelo menos 10% do PIB ou forte atuação internacional, absorveram 40,9% dos valores.

Já os bancos S2, de grande porte e relevância sistêmica, receberam 24,2% dos recursos.

Risco sistêmico

Durante apresentação do relatório, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que a migração dos recursos foi acompanhada detalhadamente pela autoridade monetária.

“Os recursos foram direcionados principalmente para instituições classificadas como S1 e S2”, declarou. Segundo Aquino, o BC monitorou a movimentação “CPF por CPF e CNPJ por CNPJ”.

O diretor também afirmou que a liquidação “não gerou efeito no sistema financeiro” e destacou que o conglomerado Master representava cerca de 0,1% dos ativos totais do sistema bancário brasileiro.

Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também minimizou o risco sistêmico envolvendo o caso.

“Um banco S3, na terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico”, afirmou Galípolo.

Sistema sólido

O Banco Central reiterou no relatório que o sistema financeiro brasileiro permanece sólido mesmo em um ambiente de juros elevados e aumento da inadimplência.

“O BC considera que não há risco relevante para a estabilidade financeira. O SFN permanece com capitalização e liquidez confortáveis”, diz o documento.

Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira, os testes de estresse indicam que os bancos mantêm capacidade de resistência em cenários adversos.

A autoridade monetária também afirmou que a rentabilidade das instituições financeiras ficou praticamente estável no segundo semestre de 2025.

“O crescimento dos resultados operacionais, ainda que em ritmo menor, compensou o aumento do custo com provisões”, avaliou o BC.

Crédito desacelera

O relatório mostra ainda que o crédito perdeu ritmo em 2025, tanto para famílias quanto para empresas.

Entre as pessoas físicas, o Banco Central identificou aumento do comprometimento da renda e avanço da inadimplência em todas as modalidades de crédito.

“A trajetória de alta da probabilidade de inadimplência deve continuar na maior parte das modalidades”, informou a autoridade monetária.

Apesar disso, o BC afirmou que os bancos continuam com provisões adequadas para absorver perdas esperadas.

Pix cresce

O relatório também apontou crescimento do Pix no sistema de pagamentos brasileiro.

Segundo o Banco Central, a ferramenta respondeu por 29% das transações no varejo no segundo semestre de 2025.

 

Fonte: Agência Brasil
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Agência Brasil.
Comentários