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“Super El Niño" pode levar quase 50 milhões de pessoas à fome aguda
Populações mais vulneráveis de 45 países serão as mais afetadas.
Radioagência Nacional - Por Renato Ribeiro
Publicado em 07/08/2026 15:32
Meio Ambiente
© Prefeitura Matias Barbosa/Divulgação

Um "Super El Niño" pode levar quase 50 milhões de pessoas à fome aguda até o fim de 2027. A situação deve atingir com mais intensidade as populações mais vulneráveis de 45 países.

A maioria dessas pessoas vive na América Central e no sul da África, alcançando também o leste do continente africano, além do sul e do sudeste da Ásia.

Entre os países mais afetados estão Sudão do Sul, Chade, Mauritânia, Uganda, Mianmar, Guatemala e El Salvador. Nesses territórios, pessoas passam dias inteiros sem se alimentar, enfrentam magreza extrema ou precisam vender seus bens para conseguir comprar comida.

O El Niño é um fenômeno climático natural que ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial se aquecem acima da média. Essa mudança afeta a circulação da atmosfera e dos ventos, alterando os padrões de chuva, seca, inundações e temperaturas em diversas regiões do planeta.

O coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Universidade Federal de Alagoas, Humberto Alves Barbosa, detalha os impactos desse fenômeno climático.

“O El Niño gera insegurança alimentar ao destruir colheitas, encarecer os preços e dificultar a distribuição de comida. Isso acontece por meio da redução da oferta de itens básicos, do impacto de renda dos produtores rurais e da interrupção no transporte de mantimentos. Outro ponto importante é o calor excessivo. As altas temperaturas diminuem a produtividade do campo e afetam a criação de animais”. 

Segundo as Nações Unidas, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda poderá aumentar 22% até 2027. O dado revela a dimensão atual da crise global de fome e desnutrição.

A ONU destaca a urgência de salvar vidas e proteger os meios de subsistência das populações mais vulneráveis. Para a organização, a elaboração de planos de prevenção para enchentes, secas e tempestades, antes que esses eventos ocorram, pode reduzir as necessidades humanitárias no futuro.

 

Fonte: Radioagência Nacional
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Radioagência Nacional.
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