Offline
Menu
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/ea217fd82589dfde64dbbc7b57c61b30.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/06bba22d2fc85a07962b2b37067b6966.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/27cb1a41653f9e857ebe441ac0b84a02.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/600b8f71a63deaf57474739169189008.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/65f4825cf5dca1581b91c764351af284.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/9b75a097aef54d804e291efec1f8971f.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/1515bbefa83c759e2e85999d27211859.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/2f4390e64288f19213735842008db8e2.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/961c1f369d1da81c06aba6ebd77dcc04.jpeg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/3ee6bf076fde6de4b1da719d6c3e9b23.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/ba89d01b673f482b23a74ab9d887c549.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/8a1a320f81d5069a08f1265f0911a3e9.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/92ed9ac76ca130520d2548b8f4be22c5.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/40afb3bb9c7f83718b988000d58482ec.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/c0570952f87d628b41e6b195365e5c30.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/a2fd3fd812c68f2a53fa2961a222db78.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/251213/slider/4f6e11eee415852633615de7d09381a1.jpeg
Receita arrecada R$ 3,1 bilhões com IR sobre dividendos
Valor equivale a 18,3% da previsão revisada para 2026
Agência Brasil - Por Wellton Máximo
Publicado em 26/08/2026 17:26
Economia
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Principal alternativa do governo para compensar a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, a tributação sobre lucros e dividendos continua a arrecadar menos que o previsto. De janeiro a julho, a Receita Federal recebeu R$ 3,145 bilhões com a medida, o equivalente a apenas 18,3% da previsão revisada de R$ 17,2 bilhões para todo o ano.

A estimativa inicial do governo era arrecadar cerca de R$ 28 bilhões com Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre dividendos acima de R$ 50 mil por mês. O valor foi reduzido para R$ 17,2 bilhões no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado em julho.

Do total arrecadado até julho:

• R$ 2,043 bilhões vieram de dividendos pagos a residentes no Brasil;

• R$ 1,102 bilhão correspondeu a valores pagos ou remetidos ao exterior;

• somente em julho, foram arrecadados R$ 906,65 milhões, maior resultado mensal desde o início da cobrança.

Receita sobe mês a mês

Apesar de o montante acumulado estar abaixo da previsão anual, a arrecadação vem crescendo ao longo de 2026.

Os valores passaram de R$ 5,5 milhões em janeiro para R$ 906,65 milhões em julho. A evolução mensal foi:

• Janeiro: R$ 5,5 milhões;

• Fevereiro: R$ 151,5 milhões;

• Março: R$ 306,6 milhões;

• Abril: R$ 421,5 milhões;

• Maio: R$ 651,9 milhões;

• Junho: R$ 701,5 milhões;

• Julho: R$ 906,65 milhões.

Fonte: Receita Federal

A parcela relacionada a dividendos remetidos ao exterior também ganhou peso durante o ano. Em julho, foram arrecadados R$ 419,28 milhões nessa modalidade, contra R$ 5 milhões em janeiro.

Receita vê incerteza

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, afirmou que ainda não há elementos técnicos suficientes para concluir que a arrecadação esteja abaixo do esperado.

“Tecnicamente, não há fundamentos para dizer que a arrecadação com IRRF sobre dividendos está abaixo do esperado", respondeu.

Segundo Malaquias, a distribuição de lucros pelas empresas não segue um calendário fixo e pode variar ao longo do ano.

“A distribuição de dividendos é um ato voluntário das empresas, com critérios próprios, e não existe uma data prédeterminada para que as companhias façam a distribuição”, justificou.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita afirmou ainda que as projeções são reavaliadas periodicamente.

“A base de dividendos que foi considerada na projeção é a base de dividendos que vinha sendo apresentada pelas empresas. Pode ser alterado? Pode. Por isso a cada dois meses fazemos a revisão”, declarou.

Nova regra

A tributação dos dividendos começou a valer em 1º de janeiro de 2026, após mudanças promovidas pela Lei 15.270, de novembro de 2025.

Para pessoas físicas residentes no Brasil, passou a incidir IR de 10% sobre lucros e dividendos pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa no mesmo mês quando o valor ultrapassa R$ 50 mil a cada 30 dias.

Para lucros e dividendos pagos, creditados ou remetidos ao exterior, também foi estabelecida alíquota de 10%.

A mudança foi criada como parte do mecanismo de compensação pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), que passou a beneficiar quem recebe até R$ 5 mil por mês, além da redução do imposto para contribuintes com renda mensal de até R$ 7.350.

Impacto nas contas

A equipe econômica estimou inicialmente que a ampliação da isenção do IRPF provocaria uma perda de arrecadação de aproximadamente R$ 28,04 bilhões em 2026.

A tributação dos dividendos foi planejada para compensar parte desse impacto. Entretanto, a arrecadação até julho ainda está distante da previsão anual, mesmo considerando a estimativa revisada de R$ 17,2 bilhões.

A Receita ressalta, porém, que a arrecadação com dividendos não ocorre de maneira linear. Enquanto o imposto descontado dos salários produz efeitos mensais mais previsíveis, a receita sobre dividendos depende das decisões das empresas sobre quando distribuir seus lucros.

O ajuste definitivo relacionado ao chamado imposto mínimo sobre altas rendas será feito posteriormente, na declaração anual.

Revisão em setembro

Questionado sobre a possibilidade de arrecadar cerca de R$ 14 bilhões entre agosto e dezembro para alcançar a previsão revisada, Malaquias afirmou que o Fisco seguirá o calendário oficial de acompanhamento das contas públicas.

“A Receita Federal obedece a esse regramento. Qualquer antecipação feita de informações de natureza fiscal e econômica fora das regras, a Receita estaria extrapolando seu papel institucional”, disse.

A próxima revisão das projeções ocorrerá na divulgação de setembro do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

 

Fonte: Agência Brasil
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Agência Brasil.
Comentários